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Assinatura de streaming hoje é mais da metade da receita dos selos do Reino Unido

Novos números BPI (British Fonographic Industry) mostram que assinaturas de streaming representaram 54% da receita dos selos britânicos em 2018. A receita destas assinaturas cresceu 34.9% na comparação ano a ano, para um total de 467,6M de Libras (em torno de US$ 615M). Esse resultado contribuiu para um crescimento de 32.8% no total de receitas de streaming de música para os selos, somando 516,4M de Libras, sendo que streamings baseados em propaganda geraram 19,1M de Libras (crescimento de 25,8%) e streamings de vídeo geraram 29,7M de Libras (crescimento de apenas 9,9%).

Olhando a cena como um todo: crescimento de 3,1% em receita dos selos no último ano, total de 865,5M de Libras, com o crescimento do streaming superando as quedas agudas na venda de CD (queda de 28,4% em receita comercial) e downloads (queda de 27,9%). Com o debate do abismo de valores em mente, a BPI estima que houve mais de 30B de execuções de vídeos de música no Reino Unido no último ano, baseado numa pesquisa entre seus membros, extrapolada para todo o mercado.

As tendências no entanto indicam que 3.1% de crescimento em receita dos selos é um alerta, uma vez que o crescimento comparativo em 2017 foi de 10,6%. Enquanto BPI está compreensivelmente interessado em falar sobre crescimento no longo prazo – a receita dos selos tem crescido 21.7% desde 2015, com três anos consecutivos de crescimento – a desaceleração do crescimento ano a ano é algo a se observar. BPI mencionou o desafio de relacionar “o sucesso global fenomenal do álbum ´Divide´ do Ed Sheeran em 2017 no contexto dos formatos físicos. Os números completos serão publicados no relatório “BPI All About the Music” na próxima semana, quando então a indústria britânica da música provavelmente já terá alguma clareza sobre o que está acontecendo com a saída do Reino Unido da Comunidade Europeia (Se bem que com o atual caos da política britânica, pode não ser assim), assim como sobre a nova diretiva europeia sobre Copyrights e seu artigo 13, que será votado no parlamento europeu nessa semana.

Fonte: musically.com/tag/uk/

EUA comemoram o terceiro ano consecutivo de crescimento de dois dígitos na música

Não saberemos os números exatos sobre como 2018 foi para a indústria da música mundial até o próximo mês, quando a IFPI publica seu relatório anual. Mas com base no maior mercado do mundo, os EUA, será outro forte conjunto de resultados. A RIAA revelou ontem que as receitas de varejo dos EUA para música gravada cresceram 12%, US $ 9,8 bilhões em 2018 – o terceiro ano consecutivo de crescimento de dois dígitos.

O streaming agora representa 75% desse mercado: US $ 7,4 bilhões de receita nos EUA no ano passado, um aumento de 30% em relação a 2017. Isso incluiu US $ 5,4 bilhões de receita de assinatura – 32% – enquanto o número de assinaturas de música paga cresceu 42% para 50,2 milhões de pessoas. O que significa que o crescimento no número de assinantes é maior do que as receitas reais de assinaturas (uma diferença maior se você retirar os US $ 747 milhões de receita de subscrições promocionais, já que esses ouvintes não estão incluídos nos 50 milhões de assinantes.)

Sim, há uma questão de abismo de valores sendo levantada. A RIAA disse que as receitas de serviços suportados por anúncios on-demand (como o nível gratuito do Spotify, o YouTube etc) aumentaram em 15%, para US $ 760 milhões. “Esses tipos de serviços transmitiram mais de 400 bilhões de músicas para ouvintes nos Estados Unidos, mais de um terço de um total estimado de 1,2 trilhão de fluxos, mas contribuíram com apenas 8% para a receita total do ano”, disse a RIAA.

Outras tendências: as vendas de CDs caíram 34%, para US $ 698 milhões, enquanto as vendas de vinil cresceram 8%, para US $ 419 milhões. Estamos realmente enfrentando a perspectiva de ultrapassar o CD novamente nos EUA, possivelmente ainda este ano. As vendas de download caíram 26%, para pouco mais de US $ 1 bilhão. O presidente e CEO da RIAA, Mitch Glazier, optou por se concentrar no crescimento das assinaturas de streaming. “Cinquenta milhões de assinaturas revelam o amor inigualável dos fãs pela música e o modo como ela molda nossas identidades e cultura – e mostra uma indústria que abraçou o futuro e encontrou um caminho saudável pela frente na economia digital”.

A RIAA não divulga serviços de streaming individuais, mas a empresa de consultoria MusicWatch divulgou ontem alguns números de participação de mercado das plataformas no âmbito da audição de música nos EUA, no último trimestre de 2018. O YouTube ainda está no topo, com 28% de “””aggregate listening hours”””  27% acima do ano anterior. No entanto, o Spotify está no calço,  aumentando de 20% para 24% de audição no mesmo período. Pandora (20%), Apple Music (6%) e Amazon Music (3%) são os outros serviços listados.

Isso é para todos os ouvintes – gratuitos e pagos. O MusicWatch diz que, quando apenas os serviços de assinatura são considerados, o Spotify tinha uma participação de 39% nos EUA no quarto trimestre de 2018, à frente da Apple Music (17%), Amazon Music (16%) e Pandora (10%). A empresa acrescentou que, de acordo com seus dados, a média de horas semanais de audição de um usuário do Spotify Premium cresceu de 4,9 horas no 4º trimestre de 2017 para 6,8 horas no 4º trimestre de 2018. E destaca que assinantes do Spotify Premium gastam 6 horas por semana ouvindo podcasts… ”

 
Fonte: https://musically.com/2019/03/01/us-enjoyed-third-straight-year-of-double-digit-music-growth/

Grandes gravadoras faturam US $ 19 milhões por dia de streaming em 2018

Com a publicação do resultado financeiro do último trimestre de 2018 por três grandes gravadoras, podemos ter uma ideia de como seus negócios digitais cresceram.

A análise da MBW alega que a UniversalSony e Warner geraram US $ 6,93 bilhões de receita em serviços de streaming no ano passado, representando um crescimento ano a ano de 30,8% – e cerca de US $ 19 milhões por dia entre os três naquele ano. A análise mostra que as receitas globais de streaming da Universal Music cresceram US $ 864 milhões em 2018, com a Warner Music adicionando US $ 396 milhões e a Sony Music US $ 368 milhões.

Uma das notas que a Universal Music divulgou em seus resultados foi que o White Album dos Beatles foi seu quarto best-seller em 2018, e a Midia Research desenvolveu em seu blog, algumas ideias úteis sobre por que o streaming *não foi* a chave desse sucesso.

“Os Beatles não chegaram a ser a quarta maior venda da UMG através do streaming. Na verdade, foi feito por meio de vendas físicas”, destacou, observando que a reedição do 50º aniversário do álbum foi uma versão “premium física”, além de estar disponível para streaming e download.

“Para gerar US $ 7,5 milhões em receita, a UMG precisaria vender apenas meio milhão de cópias da edição de US $ 25 e apenas 75.000 dos Boxsets. Para gerar os mesmos US $ 7,5 milhões em streamings, a UMG precisaria de 62,5 milhões de pessoas, cada uma transmitindo 15 faixas do álbum”, destacou Midia.

 

Fonte: Music Ally
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