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Sétima Edição do Rio Music Market reúne a Indústria da Música entre os dias 09 e 12 de Dezembro

Entre os dias 9 e 12 de dezembro, o Rio Music Market (RMK) realizará a sua sétima edição, reunindo em palestras mais de 60 profissionais originários de países como Bélgica, Reino Unido, Austrália, Estados Unidos e Chile, além do Brasil, para participar dos cerca de 30 painéis sobre as transformações e novas oportunidades da indústria da música do mundo.

Plataformas de streaming, associativismo, pagamento de royalties, tecnologias disruptivas, o direito “making available” e tendências para o futuro breve são alguns dos assuntos em pauta nas instalações do Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), na Praça Tiradentes.

“O mercado da música gravada passa por uma fase de renascimento. O Rio Music Market é a plataforma ideal para encontrar especialistas nacionais  e internacionais e aproveitar ao máximo as oportunidades. Com planejamento, conhecimento e networking podemos construir um futuro melhor”, diz Carlos Mills, presidente da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI), realizadora do RMK em parceria com o SEBRAE/RJ.

Ao todo serão promovidos mais de 30 encontros entre profissionais do setor ao longo de três dias, além da noite de abertura no Theatro Net Rio, em Copacabana, e de duas noites de showcases no Dumont Arte Bar, na Gávea. O Rio Music Market também acolhe a última edição do ano GiRo Digital ABMI, projeto que percorreu sete estados brasileiros em 2019, apresentando workshops de especialistas.

Direitos autorais e festivais entram no debate do primeiro dia

Um dos momentos que mais prometem nesta edição será logo na abertura das mesas: uma entrevista com os executivos Helen Smith (Bélgica), Charlie Phillips (Reino Unido) e Isabel Amorim – superintendente do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) – prevista para terça, dia 10, das 10h30 às 11h30. A proposta é falar sobre a nova diretiva europeia de direitos autorais, competição e gestão de metadados centralizados e entrará em pauta a recente medida provisória que o presidente Jair Bolsonaro assinou, isentando hotéis e navios do pagamento de direitos autorais.

Em seguida, das 11h30 às 12h30, a Deezer fará um workshop e o Facebook se apresentará das 14h às 15h. Ainda no primeiro dia, haverá uma mesa sobre Festivais Nacionais e Internacionais, reunindo Monique Dardenne (Women’s Music Event, de São Paulo), Jarmeson de Lima (Festival Coquetel Molotov, de Recife) e Paula Abreu (Citypark Foundation Summerstage, de Nova York). O jornalista Leonardo Lichote foi convidado para mediar essa conversa.

O nicho dos documentários, o papel dos empresários e a afinidade da música com a literatura são temas em destaque

A estrela do segundo dia do Rio Music Market será o painel Documentários Musicais. Na quarta, dia 11, das 11h15 às 12h30, Jom Tob Azulay (Doces Bárbaros), Aline Brufato (falará sobre o documentário de Patrícia Terra sobre o Bar Semente), Marcus Fernando (filmes sobre Torquato Neto e Aldir Blanc) e Paulo Henrique Fontenelle (do famoso “Loki”, sobre o Mutante Arnaldo Baptista. Ele está rodando um doc sobre Cássia Eller) se reúnem para trocar uma ideia com mediação de Paulo Mendonça. Ainda na quarta-feira, o fundador do respeitado veículo britânico Music Ally, Paul Brindley trará uma visão atual sobre as principais tendências do mercado.

Já no terceiro e último dia, será a vez de conversar com Beco Dranoff (Brazilab), Rommel Marques (Chitãozinho e Xororó), Luis Felipe Couto (Moska e Chico César), Flora Gil (Gilberto Gil) no painel “O que faz o Empresário Artístico?” mediado por Anita Carvalho, empresária do Diogo Nogueira.

Das 14h às 15h, a mesa Música e Literatura vai aproximar as ideias de Joyce Moreno, Rodrigo Faour e Pedro de Luna, com mediação do jornalista Hugo Sukman, sobre a ligação das duas manifestações artísticas.

Outro encontro que promete esquentar o encerramento do evento é a mesa sobre Políticas Culturais, com a participação do ex-Ministro da Cultura, Marcelo Calero, da ex-Secretária Municipal de Cultura, Mariana Ribas e Carlos Mills, Presidente da Associação Brasileira da Música Independente, mediados por Daniel Neves, Presidente da Anafima e da Fremúsica, associação que advoga pelo setor no Congresso Nacional.

Júlia Vargas recebe Mestrinho e João Donato no show de abertura

Como já é tradição, a abertura do Rio Music Market sempre traz um show inédito, com artistas que nunca cruzaram acordes. No dia 9 de dezembro, segunda, às 20h, a cantora Júlia Vargas receberá o acordeonista Mestrinho e o pianista João Donato, no Theatro NET Rio, para dar partida ao evento. O show está garantido para quem tiver o passaporte, mas haverá ingressos à venda para o público em geral: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia entrada).

Showcases de brasileiros e chilenos em duas noites

Novidade da sétima edição: pela primeira vez haverá duas noites de showcases, a serem realizadas em 10 e 11 de dezembro, às 19h, no Dumont Arte Bar, na Gávea. Com curadoria de Aline Brufato, também produtora, a extensão sonora do evento apresentará quatro artistas brasileiros (Negra Jaque, Jonathan Ferr, Letto e Computambor, duo de Marcos Suzano e Marcelo Vig) na terça, dia 10, e quatro chilenos (Yorka, Chakranegra, Fakinmono e Reptilian Beats) reunidos na Noite MUSTACH #ChileRebelde na quarta, dia 11. Entrada gratuita para credenciados. Ingressos a R$ 20.

“A seleção de artistas para os showcases contemplou a diversidade e inovação da cena independente para que profissionais do mercado internacional da música – como programadores de festivais, donos de casas de shows, selos, editores e jornalistas – possam conhecê-los. E estamos felizes de fazer essa primeira edição de showcases RMK com uma noite chilena e uma brasileira”, diz Aline Brufato.

Rio Music Market | serviço

QUANDO: de 9 e 12 de dezembro, segunda a quinta-feira

ONDE: Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB) – Praça Tiradentes, 69 a 71, Praça Tiradentes

QUANTO: Passaportes a R$ 360, com direito a participar de todo o evento

SITE OFICIAL: www.riomusicmarket.com.br

 

BELMIRA COMUNICAÇÃO

Monica Ramalho (21) 9.9163.0840 – monica@belmira.com.br

Rafael Millon (21) 9.8558.9849 – rafael@belmira.com.br

WIN e IFPI Anunciam Sistema de Gestão de Dados Mundial Unificado

WIN e IFPI  anunciam hoje projeto de criação de um sistema de gestão de dados centralizado para a música, o ‘Repertoire Data Exchange’ (RDx). O RDx vai permitir que gravadoras, selos e entidades de gestão coletiva (MLCs) possam submeter e acessar dados sobre fonogramas a partir de uma única fonte certificada.

As gravadoras têm historicamente utilizado uma variedade de processos e padrões para fornecer dados para as entidades de gestão coletiva em todo o mundo, o que torna o processo moroso e pouco eficiente. Com o RDx, entidades de gestão coletiva de todos os tamanhos e de qualquer país poderão acessar dados a partir de uma única fonte certificada. Será utilizado o padrão DDEX MLC. A medida vai trazer melhorias na confiabilidade e na eficiência da gestão dos dados.

A partir de um rigoroso processo seletivo, a IFPI e a WIN selecionaram a britânica PPL para administrar o RDx.

Frances Moore, CEO da IFPI:

“As gravadoras continuam a investindo e melhorando a precisão e a gestão dos dados, em diversas áreas da indústria. RDx é um exemplo típico de uma iniciativa que vai beneficiar a todos os envolvidos. Vai melhorar o desempenho e diminuir os custos para os titulares, ao mesmo tempo em que vai permitir que as entidades de gestão coletiva acessem dados certificados de repertório a partir de uma fonte única – proporcionando pagamentos mais rápidos e mais precisos. Estamos muito agradecidos às entidades de gestão coletiva e às gravadoras parceiras que vêm trabalhando em estreita colaboração conosco. Estamos ansiosos para trazer mais entidades de gestão coletiva e mais titulares, conforme o serviço comece a funcionar.”

Charlie Phillips, COO da WIN:

“Direitos de execução pública são cada vez mais importantes para as gravadoras independentes.  Com a música se tornando global, o repertório dos independentes vem se tornando cada vez mais importante fora de seu território de origem.  Historicamente, a gestão internacional de dados mostra-se complicada para os produtores independentes. Por esta razão a WIN está apoiando o desenvolvimento do RDx desde a sua concepção inicial, iniciada há muitos anos atrás.  Estamos muito satisfeitos com o trabalho conjunto que a indústria desenvolveu para criar um serviço que beneficia a todos.  Aguardamos com otimismo as próximas etapas desta colaboração com a IFPI, que promete muitos benefícios conforme o RDx vai ganhando escala.”

Peter Leathem, CEO da PPL (TBC):

“Temos investido muito em tecnologia e processamento de dados ultimamente, o que nos proporcionou liderar o desenvolvimento do RDx, de modo complementar às nossas operações normais. Estamos bem posicionados para ajudar a IFPI e a WIN a enfrentar os desafios de Big Data, a partir de nosso experiência com DDEX, nosso relacionamento com os titulares ao redor do mundo e nosso expertise gerenciando gigantescos volumes de dados fonográficos a cada semana. Este é um passo importante para a gestão de dados em nível global e estamos orgulhosos de fazer parte desta solução inovadora de iniciativa da IFPI e da WIN.”

RDx é o resultado da colaboração de um amplo grupo de entidades da indústria, liderados pela IFPI e pela WIN. O desenvolvimento do RDx recebe o apoio técnico do seguinte grupo: Beggars Group, PIAS, Sony Music Entertainment, Universal Music Group, Warner Music Group e Consolidated Independent/State51, PPL, Re:Sound, SENA e Gramex Finland. O início das operações está previsto para 2020.

IFPI é a organização que promove os interesses da indústria internacional da música.  Possui cerca de 1300 membros, espalhados por quase 60 países. A missão da IFPI é valorizar a música gravada, advogar em favor dos produtores musicais e expandir o uso comercial da música em todos os mercados onde seus membros operam.

A missão da WIN é apoiar as associações de produtores musicais independentes. Fundada em 2006 em resposta aos desafios de acesso ao mercado global por parte dos independentes, a WIN tem entre seus membros estão as associações mais ativas dos principais mercados de música do mundo: ABMI (Brasil), A2IM (Estados Unidos), AIR (Australia), CIMA (Canada), IMCJ (Japão), IMICHILE (Chile), IMNZ (Nova Zelandia), LIAK (Coreia do Sul) e IMPALA (Europa).

Associados da ABMI são indicados ao Grammy Latino

Ontem, dia 24/09/2019, foram anunciados os indicados para o Grammy Latino. Dentre os concorrentes estão álbuns lançados por nossos associados Biscoito FinoTratoreYB Music Atração Fonográfica. Nas categorias dedicadas à música brasileira, os associados da ABMI obtiveram 9 das 21 indicações. A ABMI parabeniza a todos pelas indicações e deseja boa sorte na premiação, que acontece no dia 14 de novembro de 2019.

Relação completa dos indicados: https://www.latingrammy.com/pt/nominees

Quarta etapa do GiRo Digital aconteceu em Santa Rita do Sapucaí-MG

Da esquerda para a direita: Maurício Bussab, Elisa Eisenlohr, Marina Mattoso, Carlos Mills, Marcelo Cabanas e Leo Morel.

No dia 5 de setembro o GiRo Digital, que já passou por São Paulo, Curitiba e Brasília, fez sua primeira edição fora de capitais. Foi em Santa Rita do Sapucaí-MG, conhecida como o Vale do Silício Brasileiro, no dia da abertura da Hack Town.

Ocupando uma sala do agradável SIS Coworking, o GiRo Digital contou com palestras com Carlos Mills (presidente da ABMI), Marina Mattoso (Jangada), Leo Morel (iMusics), Maurício Bussab (Tratore) e Elisa Eisenlohr (UBC). Durante o evento, o mercado digital da música foi bastante discutido e analisado, sempre numa constante troca entre os palestrantes e o público presente.

Alguns do palestrantes do GiRo Digital também participaram da Hack Town. Leo Morel apresentou a palestra “O que o mercado da música não te conta?”; Carlos Mills falou sobre “Plataformas Digitais e o Mercado da Música: Disrupção e Reconstrução” e Elisa Eisenlohr com “Como potencializar os rendimentos da sua música com direitos autorais”.

As próximas etapas do GiRo Digital serão em Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro. Em breve as inscrições estarão abertas em https://abmi.com.br/giro-digital-abmi/

Amazon Music é lançada no Brasil

Na madrugada de 9 para 10 de setembro a Amazon lançou no Brasil sua plataforma de streaming de música, a Amazon Music. A exemplo das concorrentes já atuantes no país, como Spotify, Apple Music, Deezer etc, a Amazon Music chega com opções de plano mensal individual por R$ 16,90 ou o plano família por R$ 25,90, ambos na opção Music Unlimited. Também há a opção de pagar por 12 meses com desconto.

A Amazon Music, que anuncia um catálogo com mais de 50 milhões de músicas, estreia no Brasil já com um direcionamento para o mercado nacional. Playlists de MPB, Sertanejo, Pagode e outros gêneros brasileiros estão em destaque na plataforma, assim como destaque para artistas brasileiros, como Thiaginho e Tiê.

Além da assinatura individual e familiar, a Amazon oferece a modalidade “Prime Music”, exclusiva para quem assinar o também recém-chegado ao Brasil “Amazon Prime”. Neste serviço, que custa R$ 9,90 por mês ou R$ 89,90 por ano, o usuário tem vantagens com frete grátis e promoções especiais no site, além de acesso ao Prime Video (plataforma de filmes e séries), Prime Reading (revistas) e Twitch Prime (plataforma de jogos ao vivo).

Ao contrário dos outros serviços que são oferecidos sem limitações, o Prime Music tem um catálogo bastante reduzido, de aproximadamente 2 milhões de músicas, segundo a própria Amazon. Com menos de 5% do catálogo do player em relação ao modo Unlimited, o Music Prime mostra-se bastante restrito. Numa primeira navegação, artistas de renome figuram com apenas alguns poucos álbuns, identificados como os mais populares. Já artistas com discografia com menos álbuns, aparecem bloqueados para usuários Prime.

A navegabilidade e os recursos são bem similares à concorrência, com opções de download dos álbuns, seleção da qualidade do áudio, criação e visualização de playlists etc.

Apple Music for Artists é lançado oficialmente

Lançado no ano passado em versão beta, a Apple disponibilizou há poucos dias o Apple Music for Artists em versão oficial. Ainda não disponível em português, a ferramento pode ser acessada pelo computador (https://artists.apple.com) ou pelos aplicativos para Android e iOS.

Pelo serviço é possível ter acesso a estatísticas sobre músicas e vídeos, tais como reproduções, faixas de público, dados geográficos, inclusão em playlists etc.

Também é possível modificar a imagem principal do artista pelo painel de controle. Este recurso ainda apresenta alguns problemas para corte e redimensionamento da imagem através do aplicativo. O ideal é editar a foto num editor de imagens e já enviar no formato correto.

Com o Apple Music for Artists, a Apple se junta ao Spotify, que já mantém há algum tempo o Spotify for Artists. A Deezer também promete lançar a sua plataforma de gerenciamento de artistas.

Nova York Celebra a Música Independente na 10ª Indie Week

A Associação Norte-Americana de Música Independente realizou em Manhattan a 10ª Edição da Indie Week, envento que reúne a indústria musical independente global. A conferência de quatro dias foi realizado na Faculdade de Direito de Nova York, em Tribeca, com palestras, painéis, workshops e showcases espalhados pela cidade.

A ABMI esteve representada por seu presidente Carlos Mills, que participou do painel Expanding Globally juntamente com representantes da India, China, México e Japão. A ABMI contou também com a participação da associada Onimusic, através de seu diretor Nelson Martins Tristão.

Durante a Indie Week ocorreram paralelamente as reuniões de diretoria da WIN, da Merlin e o encontro anual das Associações Independentes que fazem parte da WIN (WINCON).

Os painéis da conferência abordaram uma ampla variedade de assuntos, entre os quais o papel da inteligência artificial em relação aos artistas e repertórios, o trabalho das agências de conteúdo criativo, preocupações éticas em torno de práticas de manipulação de streaming de música e o combate aos problemas de saúde mental na indústria da música, entre muitos outros.  Ao longo dos 4 dias de conferência falaram como key speakers Helen Smith, CEO da Impala e Charles Caldas, CEO da Merlin.

Na foto do encontro das associações da WIN, estão representados os seguintes países: México, Argentina, Croácia, Nova Zelândia, Canadá, China, Noruega, Chile, Inglaterra, Coreia do Sul, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Brasil, Espanha e Portugal. Estiveram presentes também representantes da Impala e da Merlin.

 

Grandes gravadoras faturam US $ 19 milhões por dia de streaming em 2018

Com a publicação do resultado financeiro do último trimestre de 2018 por três grandes gravadoras, podemos ter uma ideia de como seus negócios digitais cresceram.

A análise da MBW alega que a UniversalSony e Warner geraram US $ 6,93 bilhões de receita em serviços de streaming no ano passado, representando um crescimento ano a ano de 30,8% – e cerca de US $ 19 milhões por dia entre os três naquele ano. A análise mostra que as receitas globais de streaming da Universal Music cresceram US $ 864 milhões em 2018, com a Warner Music adicionando US $ 396 milhões e a Sony Music US $ 368 milhões.

Uma das notas que a Universal Music divulgou em seus resultados foi que o White Album dos Beatles foi seu quarto best-seller em 2018, e a Midia Research desenvolveu em seu blog, algumas ideias úteis sobre por que o streaming *não foi* a chave desse sucesso.

“Os Beatles não chegaram a ser a quarta maior venda da UMG através do streaming. Na verdade, foi feito por meio de vendas físicas”, destacou, observando que a reedição do 50º aniversário do álbum foi uma versão “premium física”, além de estar disponível para streaming e download.

“Para gerar US $ 7,5 milhões em receita, a UMG precisaria vender apenas meio milhão de cópias da edição de US $ 25 e apenas 75.000 dos Boxsets. Para gerar os mesmos US $ 7,5 milhões em streamings, a UMG precisaria de 62,5 milhões de pessoas, cada uma transmitindo 15 faixas do álbum”, destacou Midia.

 

Fonte: Music Ally
Para mais informações sobre este artigo e ajuda com campanhas digitais, favor entrar em contato com anthony@musically.com

WINTEL 2018 anuncia a mais recente e abrangente análise de mercado independente global.

WIN            ABMI

WINTEL 2018 anuncia a mais recente e abrangente análise de mercado independente global.

Os independentes agora representam 39.9% do mercado de música gravada no mundo.

Receitas cresceram 10,9% em relação ao ano anterior, receita global de streaming cresceu 46% ano a ano.

Londres, 4 de dezembro de 2018 – WINTEL 2018 é o terceiro relatório produzido pela WIN (Worldwide Independent Network), mapeando o mercado global independente em relação à propriedade de fonogramas, e não em relação aos canais de distribuição.

Este novo relatório desenvolvido para analisar o impacto econômico e cultural do setor da música independente foi criado a pedido da WIN por Mark Mulligan da MIDiA Research e editado pela Music Ally (Reino Unido). Os resultados, colhidos em 33 países, representam a mais abrangente pesquisa global do setor de gravadoras independentes feita até hoje.

O estudo mostra que o mercado independente cresceu 39,9% em 2017.

As receitas globais também cresceram de US$6.2 bilhões em 2016 para US$6.9 bilhões em 2017, demonstrando um forte crescimento ano a ano de 10,9%. É importante ressaltar que o setor independente teve uma performance superior ao do mercado de música como um todo, que cresceu 10,2% no último ano.

O rápido crescimento dos chamados mercados emergentes – com a China apresentando um crescimento de 36% em faturamento, Ásia e Austrália assistindo a um pico de 5,4% em receita e a América Latina com um aumento de quase 50% na receita de streaming – tudo isso faz com que a indústria observe com muita expectativa os próximos movimentos.

Importante enfatizar que este relatório utiliza critérios baseados em detenção de direitos, e não em vendas feitas pelos canais de distribuição.

Esta é uma distinção crucial, pois tendo em vista que as companhias independentes usam as grandes gravadoras (ou empresas de propriedade das grandes gravadoras) para distribuir sua música, estas grandes gravadoras incluem o valor da receita derivada da distribuição dos direitos dos independentes na mensuração do seu próprio mercado.

A análise da WINTEL à luz da detenção dos direitos, portanto, promove uma visão mais exata do mercado.

Isto também é relevante porque o tamanho do mercado é usado pelas empresas líderes de música digital como Apple, Google e Spotify em negociações com o setor independente, eventualmente determinando o nível de remuneração pago por estas empresas aos detentores dos direitos musicais.

Ao final de 2017 os serviços de assinatura de streaming de música atingiram 176 milhões de assinantes globalmente, comparados a 64 milhões em 2016. Este crescimento incrementou a receita das companhias independentes em 46% em 2017, atingindo US$3.1 bi.

É extremamente provável que o streaming represente mais de 50% da receita das companhias de música independente num futuro próximo; as vendas físicas continuam a cair.

Uma razão provável para este crescimento contínuo é o fato de que os selos independentes se ajustaram para acomodar e tirar proveito do ambiente de streaming, com 47% dos participantes da pesquisa respondendo que isto melhorou significativamente seu fluxo de caixa, um número que se eleva a 73% para selos nos quais streaming já representa mais de 30% de sua receita.

Uma outra conclusão positiva e interessante da pesquisa é que 76% dos artistas que assinaram com selos independentes decidiram renovar seus contratos.  Isto é sem dúvida um reflexo da estabilidade encontrada nos selos que estão trabalhando com tais artistas.  As respostas demonstram que 42% das equipes nas companhias independentes permanecem por lá desde o início da empresa, um fato a destacar considerando que a média dos selos independentes tem 14.9 anos de existência.

Também é válido refletir sobre o que define “independente” em 2018 – o termo está certamente evoluindo na indústria da música, e além de selos, o termo agora inclui os chamados artistas “autoprodutores”, que estão lançando por conta própria sua música através dos distribuidores do mercado.

O WINTEL 2018 revela que a renda dos artistas que se “auto lançam” cresceu de US$94 milhões em 2016 para US$101 milhões em 2017. Como estes artistas constroem times ao seu redor para exercer funções típicas de selos, este setor da comunidade da música independente tende a crescer significativamente.

Alison Wenham, CEO da WIN afirma: “_Com 2018 chegando ao fim, estamos felizes em publicar a terceira edição do relatório anual WINTEL, que destaca o mercado global independente crescendo impressionantes 39.9% em 2017, um número que ultrapassa tanto as grandes gravadoras quando o setor de música como um todo. Há inúmeras informações interessantes a extrair desta pesquisa, mas uma coisa que realmente me chamou a atenção foi o fato de 76% dos artistas escolherem renovar seus contratos com seus selos, o que demonstra que os independentes estão estreitando fortes laços com os artistas que representam. Mais doze meses se passaram, turbulentos para nossa indústria em muitos aspectos, mas surgiram novas legislações poderosas para proteger nossos negócios, houve um crescimento fantástico em alguns territórios inesperados, e o suporte contínuo dos fãs de música que continuaram a desfrutar e a se conectar com a música incrível que vem da comunidade global independente.”

“Este terceiro relatório da WIN é uma demonstração de força do setor da música independente global. Uma indústria sem números é uma indústria desempoderada. Diante desta realidade e do crescimento consistente das plataformas digitais, uma de nossas prioridades para 2019 será um estudo ainda mais aprofundado da produção musical brasileira e do perfil do produtor independente local.”
(Carlos Mills, Presidente da ABMI – Associação Brasileira da Música Independente).

WINTEL 2018 para impressão e visualização online:

 WINTEL está disponível para impressão e online em www.winformusic.org.

Para mais informação:

Andy Saunders

Velocity Communications
Tel: + 44 (0) 7939 133050
andy@velocitypr.co.uk

 

Sobre WIN

Worldwide Independent Network (WIN) é a entidade que coordena Associações Internacionais de Música Independente, representando o mercado de música gravada ao redor do mundo. Lançada em 2006 em resposta ao negócio global e aos desafios enfrentados pelo setor independente, a WIN advoga coletivamente, instiga e facilita em favor de seus associados. www.winformusic.org

Participação da ABMI no painel sobre o mercado independente latino americano

Fluvial - Conferencia y Festival de Música

Nos dias 29 e 30 de Novembro acontece na cidade de Valdívia o Conferência Fluvial. Ao longo da conferencia será discutida entre a ABMI, IMICHILE, Asiar (argentina) e representantes da Colômbia e do Peru a formação de um bloco LATAM de Associações de Música Independente.

Carlos Mills, presidente da ABMI, participará do painel sobre o mercado independente latino americano.  Discussão sobre a realidade do setor fonográfico independente em diferentes territórios e a necessidade de avançar para a associatividade continental e global.

Palestrantes do painel: Nicolás Madoery (Argentina) ASIAr / Henriette Heimdal (Noruega) WIN / Carlos Mills (Brasil) ABMI, Kathrine Besgrove (Austrália) AIR, Francisca Sandoval (Chile) IMICHILE. Diego Boris Macciocco (Argentina), INAMU.
Moderador: Oliver Knust (Chile) Fluvial, IMICHILE.

Para conhecer todos os participantes e a programação acesse fluvial.cl/2018/delegados

Fluvial - Conferencia y Festival de Música
A Fluvial tem o apoio da WIN (winformusic.org).