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WIN e IFPI Anunciam Sistema de Gestão de Dados Mundial Unificado

WIN e IFPI  anunciam hoje projeto de criação de um sistema de gestão de dados centralizado para a música, o ‘Repertoire Data Exchange’ (RDx). O RDx vai permitir que gravadoras, selos e entidades de gestão coletiva (MLCs) possam submeter e acessar dados sobre fonogramas a partir de uma única fonte certificada.

As gravadoras têm historicamente utilizado uma variedade de processos e padrões para fornecer dados para as entidades de gestão coletiva em todo o mundo, o que torna o processo moroso e pouco eficiente. Com o RDx, entidades de gestão coletiva de todos os tamanhos e de qualquer país poderão acessar dados a partir de uma única fonte certificada. Será utilizado o padrão DDEX MLC. A medida vai trazer melhorias na confiabilidade e na eficiência da gestão dos dados.

A partir de um rigoroso processo seletivo, a IFPI e a WIN selecionaram a britânica PPL para administrar o RDx.

Frances Moore, CEO da IFPI:

“As gravadoras continuam a investindo e melhorando a precisão e a gestão dos dados, em diversas áreas da indústria. RDx é um exemplo típico de uma iniciativa que vai beneficiar a todos os envolvidos. Vai melhorar o desempenho e diminuir os custos para os titulares, ao mesmo tempo em que vai permitir que as entidades de gestão coletiva acessem dados certificados de repertório a partir de uma fonte única – proporcionando pagamentos mais rápidos e mais precisos. Estamos muito agradecidos às entidades de gestão coletiva e às gravadoras parceiras que vêm trabalhando em estreita colaboração conosco. Estamos ansiosos para trazer mais entidades de gestão coletiva e mais titulares, conforme o serviço comece a funcionar.”

Charlie Phillips, COO da WIN:

“Direitos de execução pública são cada vez mais importantes para as gravadoras independentes.  Com a música se tornando global, o repertório dos independentes vem se tornando cada vez mais importante fora de seu território de origem.  Historicamente, a gestão internacional de dados mostra-se complicada para os produtores independentes. Por esta razão a WIN está apoiando o desenvolvimento do RDx desde a sua concepção inicial, iniciada há muitos anos atrás.  Estamos muito satisfeitos com o trabalho conjunto que a indústria desenvolveu para criar um serviço que beneficia a todos.  Aguardamos com otimismo as próximas etapas desta colaboração com a IFPI, que promete muitos benefícios conforme o RDx vai ganhando escala.”

Peter Leathem, CEO da PPL (TBC):

“Temos investido muito em tecnologia e processamento de dados ultimamente, o que nos proporcionou liderar o desenvolvimento do RDx, de modo complementar às nossas operações normais. Estamos bem posicionados para ajudar a IFPI e a WIN a enfrentar os desafios de Big Data, a partir de nosso experiência com DDEX, nosso relacionamento com os titulares ao redor do mundo e nosso expertise gerenciando gigantescos volumes de dados fonográficos a cada semana. Este é um passo importante para a gestão de dados em nível global e estamos orgulhosos de fazer parte desta solução inovadora de iniciativa da IFPI e da WIN.”

RDx é o resultado da colaboração de um amplo grupo de entidades da indústria, liderados pela IFPI e pela WIN. O desenvolvimento do RDx recebe o apoio técnico do seguinte grupo: Beggars Group, PIAS, Sony Music Entertainment, Universal Music Group, Warner Music Group e Consolidated Independent/State51, PPL, Re:Sound, SENA e Gramex Finland. O início das operações está previsto para 2020.

IFPI é a organização que promove os interesses da indústria internacional da música.  Possui cerca de 1300 membros, espalhados por quase 60 países. A missão da IFPI é valorizar a música gravada, advogar em favor dos produtores musicais e expandir o uso comercial da música em todos os mercados onde seus membros operam.

A missão da WIN é apoiar as associações de produtores musicais independentes. Fundada em 2006 em resposta aos desafios de acesso ao mercado global por parte dos independentes, a WIN tem entre seus membros estão as associações mais ativas dos principais mercados de música do mundo: ABMI (Brasil), A2IM (Estados Unidos), AIR (Australia), CIMA (Canada), IMCJ (Japão), IMICHILE (Chile), IMNZ (Nova Zelandia), LIAK (Coreia do Sul) e IMPALA (Europa).

Associados da ABMI são indicados ao Grammy Latino

Ontem, dia 24/09/2019, foram anunciados os indicados para o Grammy Latino. Dentre os concorrentes estão álbuns lançados por nossos associados Biscoito FinoTratoreYB Music Atração Fonográfica. Nas categorias dedicadas à música brasileira, os associados da ABMI obtiveram 9 das 21 indicações. A ABMI parabeniza a todos pelas indicações e deseja boa sorte na premiação, que acontece no dia 14 de novembro de 2019.

Relação completa dos indicados: https://www.latingrammy.com/pt/nominees

Quarta etapa do GiRo Digital aconteceu em Santa Rita do Sapucaí-MG

Da esquerda para a direita: Maurício Bussab, Elisa Eisenlohr, Marina Mattoso, Carlos Mills, Marcelo Cabanas e Leo Morel.

No dia 5 de setembro o GiRo Digital, que já passou por São Paulo, Curitiba e Brasília, fez sua primeira edição fora de capitais. Foi em Santa Rita do Sapucaí-MG, conhecida como o Vale do Silício Brasileiro, no dia da abertura da Hack Town.

Ocupando uma sala do agradável SIS Coworking, o GiRo Digital contou com palestras com Carlos Mills (presidente da ABMI), Marina Mattoso (Jangada), Leo Morel (iMusics), Maurício Bussab (Tratore) e Elisa Eisenlohr (UBC). Durante o evento, o mercado digital da música foi bastante discutido e analisado, sempre numa constante troca entre os palestrantes e o público presente.

Alguns do palestrantes do GiRo Digital também participaram da Hack Town. Leo Morel apresentou a palestra “O que o mercado da música não te conta?”; Carlos Mills falou sobre “Plataformas Digitais e o Mercado da Música: Disrupção e Reconstrução” e Elisa Eisenlohr com “Como potencializar os rendimentos da sua música com direitos autorais”.

As próximas etapas do GiRo Digital serão em Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro. Em breve as inscrições estarão abertas em https://abmi.com.br/giro-digital-abmi/

Amazon Music é lançada no Brasil

Na madrugada de 9 para 10 de setembro a Amazon lançou no Brasil sua plataforma de streaming de música, a Amazon Music. A exemplo das concorrentes já atuantes no país, como Spotify, Apple Music, Deezer etc, a Amazon Music chega com opções de plano mensal individual por R$ 16,90 ou o plano família por R$ 25,90, ambos na opção Music Unlimited. Também há a opção de pagar por 12 meses com desconto.

A Amazon Music, que anuncia um catálogo com mais de 50 milhões de músicas, estreia no Brasil já com um direcionamento para o mercado nacional. Playlists de MPB, Sertanejo, Pagode e outros gêneros brasileiros estão em destaque na plataforma, assim como destaque para artistas brasileiros, como Thiaginho e Tiê.

Além da assinatura individual e familiar, a Amazon oferece a modalidade “Prime Music”, exclusiva para quem assinar o também recém-chegado ao Brasil “Amazon Prime”. Neste serviço, que custa R$ 9,90 por mês ou R$ 89,90 por ano, o usuário tem vantagens com frete grátis e promoções especiais no site, além de acesso ao Prime Video (plataforma de filmes e séries), Prime Reading (revistas) e Twitch Prime (plataforma de jogos ao vivo).

Ao contrário dos outros serviços que são oferecidos sem limitações, o Prime Music tem um catálogo bastante reduzido, de aproximadamente 2 milhões de músicas, segundo a própria Amazon. Com menos de 5% do catálogo do player em relação ao modo Unlimited, o Music Prime mostra-se bastante restrito. Numa primeira navegação, artistas de renome figuram com apenas alguns poucos álbuns, identificados como os mais populares. Já artistas com discografia com menos álbuns, aparecem bloqueados para usuários Prime.

A navegabilidade e os recursos são bem similares à concorrência, com opções de download dos álbuns, seleção da qualidade do áudio, criação e visualização de playlists etc.

Nova York Celebra a Música Independente na 10ª Indie Week

A Associação Norte-Americana de Música Independente realizou em Manhattan a 10ª Edição da Indie Week, envento que reúne a indústria musical independente global. A conferência de quatro dias foi realizado na Faculdade de Direito de Nova York, em Tribeca, com palestras, painéis, workshops e showcases espalhados pela cidade.

A ABMI esteve representada por seu presidente Carlos Mills, que participou do painel Expanding Globally juntamente com representantes da India, China, México e Japão. A ABMI contou também com a participação da associada Onimusic, através de seu diretor Nelson Martins Tristão.

Durante a Indie Week ocorreram paralelamente as reuniões de diretoria da WIN, da Merlin e o encontro anual das Associações Independentes que fazem parte da WIN (WINCON).

Os painéis da conferência abordaram uma ampla variedade de assuntos, entre os quais o papel da inteligência artificial em relação aos artistas e repertórios, o trabalho das agências de conteúdo criativo, preocupações éticas em torno de práticas de manipulação de streaming de música e o combate aos problemas de saúde mental na indústria da música, entre muitos outros.  Ao longo dos 4 dias de conferência falaram como key speakers Helen Smith, CEO da Impala e Charles Caldas, CEO da Merlin.

Na foto do encontro das associações da WIN, estão representados os seguintes países: México, Argentina, Croácia, Nova Zelândia, Canadá, China, Noruega, Chile, Inglaterra, Coreia do Sul, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Brasil, Espanha e Portugal. Estiveram presentes também representantes da Impala e da Merlin.

 

Spotify lança seu primeiro hardware “Spotify Car Thing” para streaming de música e podcasts em carros

Spotify anunciou seu primeiro hardware para consumidores: um alto falante controlado por voz para carros que fará streaming de música e podcasts.  Entretanto, o “Car Thing” ainda não é um produto comercial. Está sendo usado em fase de teste nos EUA por um grupo reduzido de usuários premium convidados pelo Spotify, de acordo com a companhia.

Spotify divulgou seu primeiro hardware para consumidores: um alto falante controlado por voz para carros que fará streaming de música e podcasts.  Entretanto, “Car Thing” ainda não é um produto comercial. Está sendo usado em fase de teste nos EUA por um grupo reduzido de usuários premium convidados pelo Spotify, de acordo com a companhia.

Os convidados instalarão o Car Thing em seus carros, e os dados de como eles usam o dispositivo serão enviados de volta ao Spotify, para ampliar o entendimento do que os motoristas escutam, o que servirá de feedback para características futuras do produto.

“Sabemos que há especulações sobre nossos planos de futuro, mas o Car Thing foi desenvolvido para nos ajudar a entender melhor como as pessoas ouvem música e podcasts enquanto dirigem” – é o que informa a Spotify num post de seu blog recentemente. “Nosso foco continua sendo permanecermos a plataforma número 1 do mundo em audição de música – e não em criar hardware. “

Há uma lógica clara no fato do Spotify desenvolver seu próprio hardware, ainda que apenas para fins de pesquisa. A estratégia atual da empresa é ser uma “plataforma onipresente”, disponibilizando seus serviços em tanto dispositivos quanto possível, de smartphones a alto falantes inteligentes. Spotify já pode ser definido com o serviço de streaming preferencial para Amazon Echos e alto falantes Google Home, e pode ser executado através do Apple HomePod via a funcionalidade AirPlay. No entanto, os dados que o Spotify coleta a respeito de como os usuários usam o serviço, nestes casos, são limitados.

Se, conforme muitos de nós suspeitamos, fatalmente o Spotify “terá” que criar seu próprio hardware para comercialização, vai precisar de uma primeira leva confiável de dados sobre como as pessoas interagem com tal dispositivo. Primeiro o Car Thing… e parece que outros dispositivos virão.

O Car Thing  claramente adere à estratégia de longo prazo do Spotify para carros. O CEO Daniel Ek comentou numa entrevista para CNBC em Fevereiro de 2019:

“Estamos indo muito bem na estratégia para carros. O último número que apuramos foi que mais de 50 milhões de nossos usuários estão usando Spotify no carro. Então de fato é uma parte importante dos nossos negócios. Percebemos que esse número cresce incrivelmente na medida em que novos alto falantes são lançados e os carros se tornam mais e mais conectados. Então é realmente importante para  nossa história. “

Reencontro dos pioneiros da ABMI

No dia 29/Abril  integrantes da primeira diretoria da ABMI (2002-2004) se reencontraram para a homenagem prestada por seu pioneirismo no estabelecimento da associação. Estiveram presentes os homenageados Pena Schmidt, José Carlos Costa Netto, Claudio Silberberg, Eduardo Muszkat, João Guilherme Valdetaro e Benjamin Taubkin, que receberam do Carlos Mills (atual presidente) e do Wilson Souto Jr. (atual vice-presidente) diplomas de Associados Honorários em agradecimento!

Os diplomas de Associados Honorários serão enviados a todos os que fizeram parte da primeira diretoria da ABMI (2002-2004):

  • Benjamin Taubkin (Vice-Presidente)
  • Carlos de Andrade
  • Claudio Silberberg
  • Eduardo Muszkat
  • Felipe Llerena
  • Guilardo Veloso
  • João Guilherme Valdetaro
  • José Carlos Costa Netto
  • Mário de Aratanha
  • Olivia Hime
  • Paulo Amorim
  • Pena Schmidt – Presidente
  • Roberto Carvalho
  • Thomas Roth

ABMI subscreve carta aberta a favor da nova diretiva europeia

O ARTIGO 13 DA DIRETIVA EUROPEIA

Nos últimos tempos tem havido uma frenética campanha de desinformação e alarmismos proveniente daquelas empresas que mais lucram com o uso gratuito ou sub-remunerado dos trabalhos criativos alheios. O poder de lobby dessas entidades é tamanho que mudanças legislativas para proteger criadores e proprietários de direitos autorais nos EUA tem sido virtualmente impossível. Por isso as esperanças de artistas e selos americanos por uma compensação mais justa estão depositadas na nova Diretiva de Direitos Autorais do Parlamento Europeu, que promete realinhar radicalmente a aplicação da lei de para plataformas digitais na Europa.

Uma votação favorável no parlamento europeu desta nova legislação transformará para melhor a situação dos criadores e administradores de direitos autorais. Pela primeira vez a lei vai dizer claramente que os serviços que usam upload de usuários estão sujeitos à lei de direitos autorais. Plataformas que permitem o acesso a grandes quantidades de obras protegidas terão que cumprir um novo regime (Artigo 13), requerendo o regular licenciamento desse material. Naturalmente haverá exceções para plataformas sem fins lucrativos, startups, Wikipedia e alguns outros serviços on-line que não serão negativamente afetados.

Os consumidores ganham porque a responsabilidade será transferida do usuário para a plataforma. As licenças cobrirão seus envios, sempre contando com exceções e limitações. A inovação não será sufocada, pois as exceções vão proteger pequenas startups nascentes.

As disposições sobre transparência e remuneração para autores e intérpretes baseiam-se nos compromissos que o setor independente já assumiu há quase cinco anos, com a declaração WIN de acordos digitais (FD3).

Da perspectiva dos Norte-Americanos, este é uma luta difícil e cuidadosamente elaborado que está bastante atrasada. A lei europeia promete reequilibrar o relacionamento entre criadores e distribuidores e incentivar a criação e a propriedade intelectual. Revigorar a comunidade criativa produzirá recompensas culturais e econômicas. Legisladores dos EUA, que querem o melhor para o nosso país, deveriam seguir o mesmo caminho.

“A A2IM e seus membros apoiam os parlamentares europeus que enfrentam a fúria nuclear de pressão anti-copyright das corporações mais ricas e poderosas de todos os tempos.”

A comunidade criativa abraçou as plataformas de conteúdo gerado pelo usuário da melhor maneira possível por duas décadas. Agora, o quadro legal precisa apoiar as realidades do mercado.

A comunidade criativa abraçou a economia gerada pelo usuário da melhor maneira possível por duas décadas. Agora, o quadro legal precisa apoiar as realidades do mercado.

A Europa está liderando o caminho. A A2IM, a ABMI e seus membros apoiam os parlamentares da Europa, que enfrentam a fúria nuclear de pressão anti-copyright das corporações mais ricas e poderosas de todos os tempos.

Como estamos percebendo cada vez mais, os interesses do público em geral e até mesmo da nossa democracia estão sendo ameaçados pelo comportamento irresponsável de algumas dessas megacorporações. Pedimos aos nossos líderes eleitos que corrijam o abismo de valores e que restaurem o controle dos criadores sobre o uso de suas obras, bem como a capacidade de construir negócios a partir dos frutos de seu trabalho.

Richard James Burgess – CEO da A2IM

Link para matéria: https://www.musicbusinessworldwide.com/a2im-ceo-takes-aim-at-corporations-for-a-nuclear-fury-of-anti-copyright-pressure-over-article-13