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Associados da ABMI são indicados ao Grammy Latino

Ontem, dia 24/09/2019, foram anunciados os indicados para o Grammy Latino. Dentre os concorrentes estão álbuns lançados por nossos associados Biscoito FinoTratoreYB Music Atração Fonográfica. Nas categorias dedicadas à música brasileira, os associados da ABMI obtiveram 9 das 21 indicações. A ABMI parabeniza a todos pelas indicações e deseja boa sorte na premiação, que acontece no dia 14 de novembro de 2019.

Relação completa dos indicados: https://www.latingrammy.com/pt/nominees

Quarta etapa do GiRo Digital aconteceu em Santa Rita do Sapucaí-MG

Da esquerda para a direita: Maurício Bussab, Elisa Eisenlohr, Marina Mattoso, Carlos Mills, Marcelo Cabanas e Leo Morel.

No dia 5 de setembro o GiRo Digital, que já passou por São Paulo, Curitiba e Brasília, fez sua primeira edição fora de capitais. Foi em Santa Rita do Sapucaí-MG, conhecida como o Vale do Silício Brasileiro, no dia da abertura da Hack Town.

Ocupando uma sala do agradável SIS Coworking, o GiRo Digital contou com palestras com Carlos Mills (presidente da ABMI), Marina Mattoso (Jangada), Leo Morel (iMusics), Maurício Bussab (Tratore) e Elisa Eisenlohr (UBC). Durante o evento, o mercado digital da música foi bastante discutido e analisado, sempre numa constante troca entre os palestrantes e o público presente.

Alguns do palestrantes do GiRo Digital também participaram da Hack Town. Leo Morel apresentou a palestra “O que o mercado da música não te conta?”; Carlos Mills falou sobre “Plataformas Digitais e o Mercado da Música: Disrupção e Reconstrução” e Elisa Eisenlohr com “Como potencializar os rendimentos da sua música com direitos autorais”.

As próximas etapas do GiRo Digital serão em Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro. Em breve as inscrições estarão abertas em https://abmi.com.br/giro-digital-abmi/

Amazon Music é lançada no Brasil

Na madrugada de 9 para 10 de setembro a Amazon lançou no Brasil sua plataforma de streaming de música, a Amazon Music. A exemplo das concorrentes já atuantes no país, como Spotify, Apple Music, Deezer etc, a Amazon Music chega com opções de plano mensal individual por R$ 16,90 ou o plano família por R$ 25,90, ambos na opção Music Unlimited. Também há a opção de pagar por 12 meses com desconto.

A Amazon Music, que anuncia um catálogo com mais de 50 milhões de músicas, estreia no Brasil já com um direcionamento para o mercado nacional. Playlists de MPB, Sertanejo, Pagode e outros gêneros brasileiros estão em destaque na plataforma, assim como destaque para artistas brasileiros, como Thiaginho e Tiê.

Além da assinatura individual e familiar, a Amazon oferece a modalidade “Prime Music”, exclusiva para quem assinar o também recém-chegado ao Brasil “Amazon Prime”. Neste serviço, que custa R$ 9,90 por mês ou R$ 89,90 por ano, o usuário tem vantagens com frete grátis e promoções especiais no site, além de acesso ao Prime Video (plataforma de filmes e séries), Prime Reading (revistas) e Twitch Prime (plataforma de jogos ao vivo).

Ao contrário dos outros serviços que são oferecidos sem limitações, o Prime Music tem um catálogo bastante reduzido, de aproximadamente 2 milhões de músicas, segundo a própria Amazon. Com menos de 5% do catálogo do player em relação ao modo Unlimited, o Music Prime mostra-se bastante restrito. Numa primeira navegação, artistas de renome figuram com apenas alguns poucos álbuns, identificados como os mais populares. Já artistas com discografia com menos álbuns, aparecem bloqueados para usuários Prime.

A navegabilidade e os recursos são bem similares à concorrência, com opções de download dos álbuns, seleção da qualidade do áudio, criação e visualização de playlists etc.

Nova York Celebra a Música Independente na 10ª Indie Week

A Associação Norte-Americana de Música Independente realizou em Manhattan a 10ª Edição da Indie Week, envento que reúne a indústria musical independente global. A conferência de quatro dias foi realizado na Faculdade de Direito de Nova York, em Tribeca, com palestras, painéis, workshops e showcases espalhados pela cidade.

A ABMI esteve representada por seu presidente Carlos Mills, que participou do painel Expanding Globally juntamente com representantes da India, China, México e Japão. A ABMI contou também com a participação da associada Onimusic, através de seu diretor Nelson Martins Tristão.

Durante a Indie Week ocorreram paralelamente as reuniões de diretoria da WIN, da Merlin e o encontro anual das Associações Independentes que fazem parte da WIN (WINCON).

Os painéis da conferência abordaram uma ampla variedade de assuntos, entre os quais o papel da inteligência artificial em relação aos artistas e repertórios, o trabalho das agências de conteúdo criativo, preocupações éticas em torno de práticas de manipulação de streaming de música e o combate aos problemas de saúde mental na indústria da música, entre muitos outros.  Ao longo dos 4 dias de conferência falaram como key speakers Helen Smith, CEO da Impala e Charles Caldas, CEO da Merlin.

Na foto do encontro das associações da WIN, estão representados os seguintes países: México, Argentina, Croácia, Nova Zelândia, Canadá, China, Noruega, Chile, Inglaterra, Coreia do Sul, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Brasil, Espanha e Portugal. Estiveram presentes também representantes da Impala e da Merlin.

 

Spotify lança seu primeiro hardware “Spotify Car Thing” para streaming de música e podcasts em carros

Spotify anunciou seu primeiro hardware para consumidores: um alto falante controlado por voz para carros que fará streaming de música e podcasts.  Entretanto, o “Car Thing” ainda não é um produto comercial. Está sendo usado em fase de teste nos EUA por um grupo reduzido de usuários premium convidados pelo Spotify, de acordo com a companhia.

Spotify divulgou seu primeiro hardware para consumidores: um alto falante controlado por voz para carros que fará streaming de música e podcasts.  Entretanto, “Car Thing” ainda não é um produto comercial. Está sendo usado em fase de teste nos EUA por um grupo reduzido de usuários premium convidados pelo Spotify, de acordo com a companhia.

Os convidados instalarão o Car Thing em seus carros, e os dados de como eles usam o dispositivo serão enviados de volta ao Spotify, para ampliar o entendimento do que os motoristas escutam, o que servirá de feedback para características futuras do produto.

“Sabemos que há especulações sobre nossos planos de futuro, mas o Car Thing foi desenvolvido para nos ajudar a entender melhor como as pessoas ouvem música e podcasts enquanto dirigem” – é o que informa a Spotify num post de seu blog recentemente. “Nosso foco continua sendo permanecermos a plataforma número 1 do mundo em audição de música – e não em criar hardware. “

Há uma lógica clara no fato do Spotify desenvolver seu próprio hardware, ainda que apenas para fins de pesquisa. A estratégia atual da empresa é ser uma “plataforma onipresente”, disponibilizando seus serviços em tanto dispositivos quanto possível, de smartphones a alto falantes inteligentes. Spotify já pode ser definido com o serviço de streaming preferencial para Amazon Echos e alto falantes Google Home, e pode ser executado através do Apple HomePod via a funcionalidade AirPlay. No entanto, os dados que o Spotify coleta a respeito de como os usuários usam o serviço, nestes casos, são limitados.

Se, conforme muitos de nós suspeitamos, fatalmente o Spotify “terá” que criar seu próprio hardware para comercialização, vai precisar de uma primeira leva confiável de dados sobre como as pessoas interagem com tal dispositivo. Primeiro o Car Thing… e parece que outros dispositivos virão.

O Car Thing  claramente adere à estratégia de longo prazo do Spotify para carros. O CEO Daniel Ek comentou numa entrevista para CNBC em Fevereiro de 2019:

“Estamos indo muito bem na estratégia para carros. O último número que apuramos foi que mais de 50 milhões de nossos usuários estão usando Spotify no carro. Então de fato é uma parte importante dos nossos negócios. Percebemos que esse número cresce incrivelmente na medida em que novos alto falantes são lançados e os carros se tornam mais e mais conectados. Então é realmente importante para  nossa história. “

Reencontro dos pioneiros da ABMI

No dia 29/Abril  integrantes da primeira diretoria da ABMI (2002-2004) se reencontraram para a homenagem prestada por seu pioneirismo no estabelecimento da associação. Estiveram presentes os homenageados Pena Schmidt, José Carlos Costa Netto, Claudio Silberberg, Eduardo Muszkat, João Guilherme Valdetaro e Benjamin Taubkin, que receberam do Carlos Mills (atual presidente) e do Wilson Souto Jr. (atual vice-presidente) diplomas de Associados Honorários em agradecimento!

Os diplomas de Associados Honorários serão enviados a todos os que fizeram parte da primeira diretoria da ABMI (2002-2004):

  • Benjamin Taubkin (Vice-Presidente)
  • Carlos de Andrade
  • Claudio Silberberg
  • Eduardo Muszkat
  • Felipe Llerena
  • Guilardo Veloso
  • João Guilherme Valdetaro
  • José Carlos Costa Netto
  • Mário de Aratanha
  • Olivia Hime
  • Paulo Amorim
  • Pena Schmidt – Presidente
  • Roberto Carvalho
  • Thomas Roth

ABMI subscreve carta aberta a favor da nova diretiva europeia

O ARTIGO 13 DA DIRETIVA EUROPEIA

Nos últimos tempos tem havido uma frenética campanha de desinformação e alarmismos proveniente daquelas empresas que mais lucram com o uso gratuito ou sub-remunerado dos trabalhos criativos alheios. O poder de lobby dessas entidades é tamanho que mudanças legislativas para proteger criadores e proprietários de direitos autorais nos EUA tem sido virtualmente impossível. Por isso as esperanças de artistas e selos americanos por uma compensação mais justa estão depositadas na nova Diretiva de Direitos Autorais do Parlamento Europeu, que promete realinhar radicalmente a aplicação da lei de para plataformas digitais na Europa.

Uma votação favorável no parlamento europeu desta nova legislação transformará para melhor a situação dos criadores e administradores de direitos autorais. Pela primeira vez a lei vai dizer claramente que os serviços que usam upload de usuários estão sujeitos à lei de direitos autorais. Plataformas que permitem o acesso a grandes quantidades de obras protegidas terão que cumprir um novo regime (Artigo 13), requerendo o regular licenciamento desse material. Naturalmente haverá exceções para plataformas sem fins lucrativos, startups, Wikipedia e alguns outros serviços on-line que não serão negativamente afetados.

Os consumidores ganham porque a responsabilidade será transferida do usuário para a plataforma. As licenças cobrirão seus envios, sempre contando com exceções e limitações. A inovação não será sufocada, pois as exceções vão proteger pequenas startups nascentes.

As disposições sobre transparência e remuneração para autores e intérpretes baseiam-se nos compromissos que o setor independente já assumiu há quase cinco anos, com a declaração WIN de acordos digitais (FD3).

Da perspectiva dos Norte-Americanos, este é uma luta difícil e cuidadosamente elaborado que está bastante atrasada. A lei europeia promete reequilibrar o relacionamento entre criadores e distribuidores e incentivar a criação e a propriedade intelectual. Revigorar a comunidade criativa produzirá recompensas culturais e econômicas. Legisladores dos EUA, que querem o melhor para o nosso país, deveriam seguir o mesmo caminho.

“A A2IM e seus membros apoiam os parlamentares europeus que enfrentam a fúria nuclear de pressão anti-copyright das corporações mais ricas e poderosas de todos os tempos.”

A comunidade criativa abraçou as plataformas de conteúdo gerado pelo usuário da melhor maneira possível por duas décadas. Agora, o quadro legal precisa apoiar as realidades do mercado.

A comunidade criativa abraçou a economia gerada pelo usuário da melhor maneira possível por duas décadas. Agora, o quadro legal precisa apoiar as realidades do mercado.

A Europa está liderando o caminho. A A2IM, a ABMI e seus membros apoiam os parlamentares da Europa, que enfrentam a fúria nuclear de pressão anti-copyright das corporações mais ricas e poderosas de todos os tempos.

Como estamos percebendo cada vez mais, os interesses do público em geral e até mesmo da nossa democracia estão sendo ameaçados pelo comportamento irresponsável de algumas dessas megacorporações. Pedimos aos nossos líderes eleitos que corrijam o abismo de valores e que restaurem o controle dos criadores sobre o uso de suas obras, bem como a capacidade de construir negócios a partir dos frutos de seu trabalho.

Richard James Burgess – CEO da A2IM

Link para matéria: https://www.musicbusinessworldwide.com/a2im-ceo-takes-aim-at-corporations-for-a-nuclear-fury-of-anti-copyright-pressure-over-article-13

O que é a nova Diretiva de Direitos Autorais Europeia e o que ela significa para Selos, Artistas e YouTube

Após anos de pressão, a luta pela Diretiva de Direitos Autorais e o futuro da mídia digital na Europa estão prestes a serem definidos. No final da noite de 13 de fevereiro, formuladores de políticas da União Européia elaboraram a versão final da nova Diretriz de Direito Autoral – tema de uma feroz batalha de quatro anos entre empresas de mídia e gigantes como o Google a respeito de como os criadores serão compensados na era do mercado digital.

Em jogo estão bilhões de dólares em receita potencial para a indústria da música, assim como o futuro dos negócios de mídia online no maior mercado do mundo. No início de abril, o Parlamento Europeu votará se a Diretiva sobre Direitos Autorais no Mercado Único Digital entrará em vigor – depois do que seria então transposta em lei nos Estados membros da UE.

A parte mais importante para o negócio da música – e a mais controversa em geral – é o Artigo 13, que basicamente encerra o “porto seguro” (“safe harbor”) que protege determinados sites quanto ao conteúdo enviado por usuários na Europa. Essas empresas, incluindo o YouTube, se tornariam assim legalmente responsáveis por infrações que ocorram em suas plataformas e seriam obrigadas a solicitar autorizações em moldes parecidos com as demais plataformas de streaming. Em termos objetivos, isso significa que o YouTube teria que pagar royalties mais próximos aos do Spotify e da Apple.

Mas a redação final da legislação deixou alguns executivos da música insatisfeitos, pois consideram que um Artigo 13 enfraquecido que não os favorecem.

“A versão final tem o potencial de deixar a música pior do que estamos agora”, diz um executivo sênior da música. “Trata-se de proteger a legislação no futuro para que ela permaneça eficaz à medida que a tecnologia muda e, infelizmente, essa versão não consegue isso”.

O texto final do Artigo 13 dá às plataformas que dependem do conteúdo enviado pelo usuário algumas atenuações de responsabilidade por hospedar violações na área da música ou de vídeos musicais, nos casos em que uma licença não foi concedida. Nesses casos, as plataformas teriam que fazer “os melhores esforços” para obter uma licença e “garantir a indisponibilidade de trabalhos específicos”.

Quando o conteúdo não licenciado é carregado, as plataformas precisam agir “com rapidez” para removê-lo e fazer “os melhores esforços” para impedir seu upload futuro. Isso significa que o YouTube será obrigado a implementar “aviso prévio e suspensão” (“notice and staydown”), em oposição ao atual “aviso e remoção” (“notice and takedown”).

A maioria dos detentores de direitos vê a legislação de aviso prévio e suspensão, e a colocação de responsabilidade primária em serviços de conteúdo carregado pelo usuário (UUC), como uma vitória significativa para a indústria da música. No entanto, alguns temem que essas ambiguidades no texto final possam ser minadas ou vagamente interpretadas quando a diretiva for transposta para a lei pelos estados membros da UE, criando indiretamente novas brechas e portos seguros para as plataformas explorarem.

Há também preocupações com exceções de “lighter touch” que o Artigo 13 concede a plataformas UUC pequenas e em fase inicial que operam há menos de três anos; com receitas anuais inferiores a 10 milhões de Euros e menos de 5 milhões de usuários únicos por mês. Nesses casos, as plataformas ainda serão obrigadas a aceitar licenças com selos e editores, mas só serão obrigadas a operar medidas de aviso e remoção, não de aviso prévio e suspensão – colocando efetivamente o ônus da responsabilidade sobre os detentores de direitos.

O Artigo 13, parágrafo 5 estabelece adicionalmente o que equivale a uma paródia em toda a União Europeia, protegendo o direito dos usuários de parodiar livremente obras de vídeo, cinema e TV protegidas por direitos autorais sem medo de represálias ou contestação legal. Essas leis já estão em vigor em vários países da UE, como a França, a Alemanha e o Reino Unido, mas não em todos os 28 países membros.

Atualmente, em mercados onde não existem exceções de paródia, os detentores de direitos podem gerar receita com vídeos de paródia musical. Se aprovado, o Artigo 13 potencialmente encerra essa fonte de receita.

“Não acho que você encontrará muitos detentores de direitos que vão sair e dizer que eles gostam do [Artigo] 13.5. Em territórios onde eles não têm atualmente essas exceções, você está potencialmente reduzindo receitas para um uso particular de conteúdo…” diz um executivo.

Das três maiores gravadoras, fontes da indústria dizem que a Universal é a que mais se opõe à versão final; a Warner em grande parte é favorável, embora os executivos achem que o texto contém falhas; e a Sony Music está entre os dois. O YouTube se recusou a comentar, mas ainda disse em comunicado que está determinando seus próximos passos.

“Seria ingênuo esperar que essa diretriz seja o fim de todo o debate ou litígio em relação aos direitos autorais no mundo online”, disse Helen Smith, CEO do grupo de gravadoras independentes IMPALA, à Billboard.

“O quadro geral é que esta é a primeira vez em todo o mundo que as plataformas que oferecem serviços de upload de usuários precisam de uma licença, não podem postar conteúdo não autorizado e estão sob obrigação de mantê-lo fora do acesso”, diz ela. “Isso é muito mais do que pedimos de início e é uma peça de legislação que nos impulsionará como setor.”

Ao mesmo tempo, os Artigos 14, 15 e 16 da Diretiva de Direitos Autorais contém algumas disposições importantes para intérpretes, compositores e artistas, incluindo requisitos para relatórios regulares e transparentes de detentores de direitos sobre as receitas geradas de suas obras e remuneração devida.

Nos casos em que esse nível de remuneração se torne “desproporcionalmente baixo”, criadores e artistas têm o direito de reivindicar “remuneração adicional, apropriada e justa” dos detentores dos direitos, afirma a diretriz. Também diz que quando um autor ou performer cedeu exclusivamente seus direitos a uma empresa de música que não lança ou explora sua música, eles “podem revogar, no todo ou em parte, a licença ou a transferência de direitos”.

“Essas disposições podem ser realmente valiosas para artistas e compositores que estejam em contratos obsoletos”, diz Annabella Coldrick, chefe-executiva do Music Managers ‘Forum (MMF), com sede no Reino Unido. “Potencialmente, há algumas medidas realmente boas aqui para garantir que as pessoas que fizeram a música, em primeiro lugar, vejam uma parte de todo esse crescimento. Não se trata apenas dos detentores de direitos ganharem mais do YouTube. É garantir que todos o dinheiro seja compartilhado de forma proporcional e justa”.

“Os problemas com o texto são menos sobre substância e muito mais sobre ambiguidade”, diz um executivo, também apoiador da diretiva. “O que ele contém é claro o suficiente para que possamos fazer algo nos dias de hoje? Ou teremos que contar com alguém esclarecendo isso mais tarde na jurisprudência?”

“Há um reconhecimento [no artigo 13] de que as criações de nossos artistas e escritores não estão lá para serem pisoteadas pelas empresas de tecnologia”, disse um executivo sênior da gravadora. “Os potenciais negativos estão na forma de como são interpretados e implementados país a país. Há palavras nesse documento que podem ser interpretadas de forma muito diferente, dependendo de que lado da conversa você está. Como os países interpretam isso é que são elas”.

Fonte: https://www.billboard.com/amp/articles/business/8500626/what-eu-final-copyright-directive-contains-labels-artists-youtube-impact

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