OESP MÍDIA E TRANSPORTES S/A.
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GRAVADORA ELDORADO – 45 ANOS – PRODUZINDO MUSICA DE QUALIDADE
– O Estúdio Eldorado foi fundado em janeiro de 1972 para atender a uma necessidade de mercado e utilizar o que era, então, um dos mais modernos auditórios da cidade, o da Rádio Eldorado. Num tempo em que apenas dois estúdios brasileiros dispunham de equipamentos de gravação com oito canais, o Estúdio Eldorado iniciou suas atividades com equipamentos de 16 canais e, de pronto, promoveu uma revolução no mercado fonográfico brasileiro. Grandes gravadoras do País chegaram a alugá-lo para a produção de sucessos fonográficos estrelados por artistas como Caetano Veloso, Rita Lee, Tim Maia, Roberto Carlos, Hermeto Paschoal, entre tantos outros.
A partir de 1977, quando lançou seu primeiro disco, Revendo com a flauta os bons tempos do chorinho, o Selo Eldorado colocou no mercado discos dos mais variados gêneros. Encampou projetos importantes para a MPB, como as séries Documento Inédito que lançou um álbum com músicas de Adoniran Barbosa, Cartola com depoimentos e oito obras-primas e Inédito e Desconhecido, com músicas de Noel Rosa, Jacob do Bandolim, etc.
Editou também discos de Clementina de Jesus, Marilia Pera, Guilherme de Brito, Grande Otelo, Monarco, Henricão, Paulo Vanzolin, etc. Alguns registros fonográficos do Selo Eldorado são considerados históricos como “As Flores em Vida”, de Nelson Cavaquinho, com as participações de Chico Buarque, Toquinho, João Bosco, entre outros, Geraldo Pereira interpretado por João Nogueira, Jackson do Pandeiro, Roberto Silva, Macalé, Elton Medeiros, etc.
Realizou projetos de música erudita com artistas brasileiros e marcou época ao convidar Raul Seixas para gravar Carimbador Maluco. Investiu no heavy metal brasileiro, estabelecendo o grupo Sepultura no mercado nacional, inovou lançando o Rap nacional “Hip Hop Cultura de Rua” com os Grupos : Código 13 , O Credo , M.C. Jack e Thaide & DJ HUM, e ao anunciar a chegada de Daniela Mercury em todo o País. O lançamento de Daniela Mercury como cantora solo no mercado brasileiro foi um marco do Selo Eldorado. A baiana, que até então limitava sua carreira atuando como backing-vocal de Gilberto Gil e vocalista na Companhia Clic, teve, em 1991, pelo Selo Eldorado, a grande chance de sua vida: lançou Swing da Cor, seu primeiro álbum solo, e conquistou o Brasil interpretando composições de Gilberto Gil (Geléia Geral); Carlinhos Brown (Todo Canto Alegre), além de Dito, Durval, Lelys e Gerônymo. As músicas Swing da Cor (seu eterno sucesso), Vida É e Maravilha Ê, estouraram e contribuíram para estabelecer a cantora no cenário musical brasileiro.
Outros lançamentos do Selo Eldorado marcaram época no País, como o primeiro disco de uma orquestra sinfônica brasileira, gravado em estúdio, nos anos 70, com a Orquestra Sinfônica de Campinas regida pelo maestro Benito Juarez. Também os álbuns Mensagem e Rumo, o primeiro em agosto de 1986 em LP, e reeditado em 1997 no formato cd, um trabalho do baiano André Luís Oliveira, que musicou 12 poemas de Fernando Pessoa para as interpretações de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Ney Matogrosso, Moraes Moreira e Elba Ramalho, entre outros. O Grupo Rumo, por sua vez, trazia registros da cantora Ná Ozzetti, que dividia os vocais com Luiz Tatit, em 19 canções enxutas (nenhuma ultrapassa três minutos), que se contrapõem à formalidade melódica e rítmica predominante na música brasileira.
Sempre atento ao movimento musical brasileiro, o Selo Eldorado revelou ao país a violeira Helena Meirelles, que ganhou o prêmio Spotlight Artist (Revelação) da revista Guitar Player, em novembro de 1993, e levou sua notória palheta a ser incluída entre as 100 mais da publicação, ao lado de nomes consagrados como: Eric Clapton, Jef Beck,George Benson, Steve Ray Vaughan, Keith Richards e John Mclaughlin.
Sempre em busca da renovação musical e do lançamento de novos artistas, em 1998 o Selo Eldorado veio a complementar a parceria da Rádio Eldorado com a Visa do Brasil no Prêmio Visa de Musica Brasileira, com o compromisso de lançar os discos dos vencedores. Desde então, citando alguns dos vencedores, em 1999 lançou nacionalmente Mônica Salmaso, que é considerada uma das vozes mais bonitas do país. Mais recentemente, em 2001, lançou o jovem violonista Yamandú Costa, que com sua interpretação performática é capaz de levantar platéias das mais sofisticadas e, em 2004, o bandolinista Danilo Brito que com apenas 19 anos emocionou uma comissão de notáveis com seu purismo na interpretação de chorinho.
Na linha de projetos culturais, o mais recente trabalho do Selo Eldorado foi o cd Clássicos do Samba, concebido pelo Ministro da Cultura Francisco Correa Weffort, para a cerimônia da Ordem do Mérito Cultural de 2001, e traz as interpretações de Martinho da Vila, Dona Ivone Lara, Jamelão, Eliane Faria, Velha Guarda da Mangueira, Velha Guarda da Portela, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro e Orquestra Sinfônica Nacional do Rio de Janeiro.
Outros prêmios vieram para comemorar os 30 anos da Gravadora Eldorado, em 2006 o cd “Conterraneos” com o mestre Dominguinhos e além de conquistar o “Premio Tim” o cd também é indicado ao Grammy Latino. Dominguinhos ainda foi o homenageado pelo Tim em 2007 e o Grupo Zimbo Trio conquista o prêmio de melhor grupo instrumental com o lançamento do disco “Ao Vivo”.
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